Saturday, December 30, 2006

Sorrir e Acenar

 

O natal é uma época de paz e amor, em que todos nos devemos dar e blá blá blá, blá blá blá…

É uma grande hipocrisia…

Temos de estar com pessoas, que noutra altura, nem estamos se estiverem cobertas de chocolate.

Temos de “Sorrir e Acenar”

Penso que esta é de facto a frase chave para definir o natal:

 

 ”Sorrir e acenar”:

 

- Agradecer as prendas para o enxoval que enchem a garagem dos papás…

- Agradecer as prendas que, só servem para encher a garagem dos papás…

- Agradecer a ausência de prendas…

- Receber sms com a mensagem natalícia a dizer que nunca são esquecidos … mas só lembrados nesta altura

- Estar horas a cozinhar, para ninguém dizer um simples obrigado

- E aturar nessas horas as pessoas que sabem sempre tudo, qurem sempre fazer tudo, mas que acabam sempre por fazer … nada

- Arrumar (ou ver a arrumar) tudo e mais alguma coisa, para estar desarrumado 5 cacagézimos de segundos depois

- Beber e beber, porque há coisas que só se aguentam no estado ébrio

- E tantas outras cenas de encher pneus…

 

Mas será que esta época natalícia tem de ser assim?

Até que ponto é que não podemos passar esta época sem percalços de maior?

Porque é que não podemos mandar à merda as pessoas que abominamos e até desaparecer da vista de todos e até amuar e ficar toda a tarde a ver televisão?

Porque é que não pode ser uma época de fazer só aquilo que de facto nos apetece?

É de facto a época do “SORRIR E ACENAR”?….

 

SORRIR E ACENAR

 

SORRIR E ACENAR

 

SORRIR E ACENAR

e mais nada…

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Wednesday, December 20, 2006

O Abismo Bom

O de hoje…


 

 Mais uma vez um, ou melhor uma, “pop up” entrou na minha na minha vida e disse as coisas que eu precisava de ou…

Obrigado R.

 

E agora tudo se precipita – começo a dar valor a coisas que não dava, começo a ficar triste e melancólica sem motivo aparente, desato a chorar por tudo e por nada e não consigo arranjar o meu pensamento…

E não há coisa mais frustrante para mim do que ter um pensamento desorganizado…

 

Mas também há o reverso – o estar a rir porque… - nada, e de sorrir porque e me lembro de um gesto ou de um olhar, de cantarolar o que gostaria de estar a ouvir, sem me importar se acham que sou louca…

De sonhar, sonhar bem alto com coisas que eu sei que são impossíveis de acontecer, mas que mesmo assim, quando penso nelas me põe feliz e a rir, cumprimentar tudo e todos, e se for preciso, esta meia hora a falar com um vaso no jardim, ou até – sim, isto ronda o limiar da loucura – com a minha cigarreira…

 

Tomei a noção agora que gosto de sentir o frio na espinha, de sentir aventuras novas e de viver no limiar de viver… Estranho? Não – estou a correr riscos que nunca tinha corrido antes – I’m on the edged of something, that I don´t know what!!!

 

E este abismo está a fazer-me bem… estou a recuperar o que algures perdi – a espontaneidade…

 

E é tão bom fazer o que nos apetece – e apetecer-nos coisas que aparentemente são tão absurdas…

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Tuesday, December 19, 2006

Uma dissertação sobre o AMOR…

 

(a pedido)

 

É uma coisa mais ou menos difícil de descrever. Se eu soubesse falar sobre o AMOR seria um poeta, pois só eles sabem transmitir todo o sentimento pungente que vai na alma e eu nos transporta para lá dos nossos sentido, para lá das angústias e do dia a lá, para lá do desespero e até para lá do fim…

 

Mas eu falo, e aqui também, muitas vezes sobre o AMOR… talvez não aquele amor carnal, de luxúria e desejo, mas um AMOR maior que esse…

 

Falo de sentimentos, aos quais eu chamo AMOR – porque este é o mais nobre e desinteressado de todos os sentimentos e aquele que engloba todos os outros…

 

É todo esse AMOR que eu sinto e quero continuar a sentir…

 

Mas penso que este post deve ser sobre o outro tipo de AMOR – daquele que nos faz perder a cabeça, que nos levanta os pés do chão e nos faz planar… bem alto e sem medo de cair:

 

“O AMOR é uma coisa muito boa

Que bate numa pessoa

Sem se saber bem porquê

É estranho

Às vezes fica meio escondido

Outras, é doido varrido

Sem se saber bem porquê

Então, o mundo fica mais bonito

A cada um seu favorito

E eu pertinho de Ti

 

Paixão é uma coisa assim bem forte

Que nos faz perder o norte

Sem se saber bem porquê

É estranho

Tudo perde o seu sentido

Vira fruto proibido

Sem se saber bem porquê

Então, o mundo fica mais ansioso

A cada um seu amoroso

E eu pertinho de Ti”

Tim

 

Eu não tenho palavras para descrever, porque como já disse não sou poeta – mas sei o que é o AMOR…

 

Eu sinto-o, eu vivo-o eu tenho-o entranhado na minha alma e na pele…

 

E é tão bom senti-lo…

 

É tão bom poder encaixar a cabeça no ombro de quem nos ama e sentir-nos protegidos… Dar a mão com medo que fuja, de sorrir com um piscar de olhos, de tremer – mas o tremer bom -  com uma festa ou com uma mordidela, com um roçar de mão pelo cabelo, das cócegas nas mãos, das gargalhadas das cócegas que fazemos, da  mão na perna, das pernas interligadas, dos beijos nos pescoço (e nos outros locais também), de um sussurrado “eu amo-te” ou um “gosto de ti” numa sala cheia de gente de uma ponta à outra, de um ramo de rosas cor-de-rosa à porta de uma sala, ou até de uma rosa simples em cima de uma mesa de um restaurante, de uma casa só para nós, de noites só para nós, ou tardes, ou manhãs, ou até do carro escondido no meio da vegetação…De noites frias, mas quentes de paixão, de brincadeiras, de prendas inesperadas, de novas aventuras e fantasias, de luxúria e de  … só de olhar para mim…

Poderia agora percorrer os meus pensamentos e relembrar todos os momentos em que me senti a sair de mim, nessas alturas em que o AMOR é palpável, em que nada mais o mundo existe…

 

Mas não estou nessa fase… eu não consigo, agora, falar disso…

 

Quero amar e ser amada, isso sem dúvida, quero estar de corpo e alma com quem mais amo e pensar que nada mudou, que continuamos iguais, e que a vida toma o seu rumo, construída sobre o AMOR…

 

Mas, mais uma vez, os meus olhos…

 

“Meus lindos Olhos” – dizia o poeta.

 

Falta ainda descobrir, se são mesmo os “Meus”…

Posted by Ritocas at 01:19:28 | Permalink | Comments (2)

Monday, December 18, 2006

Os Bons Amigos

 Recebi um mail.

Obrigado F.

.E pensei sobre os Bons Amigos…


 

São aqueles que crescem connosco, aqueles que nunca deixam o nosso coração estar vazio, mas sempre cheio de Amor e Saudade.

 

 Estão lá nos bons momentos - porque os verdadeiros amigos são aqueles que estão nos bons momentos - porque nos maus, existem aqueles “amigos” que se gostam de alimentar com a miséria alheia…

 

 Os bons amigos ficam felizes connosco, sem inveja, sem maldade, sem falsidade e sem hipocrisia… 

Os bons amigos ficam felizes quando nos vêm PARTIR, com saudades de não estarmos ao pé deles, mas felizes porque nós evoluímos, crescemos e seguimos o nosso caminho… 

Os bons amigos alegram-se connosco, choram, riem, dão abraços, fazem festas – tocam-nos – de modo a que possamos sentir a sua presença…

E mesmo que essa presença seja a milhares de quilómetros de distância – os nossos bons amigos tocam-nos sempre…

 

E FAZEM-NOS SORRIR…

 

Sempre que pensamos neles e nas vezes em que chorámos e rimos e sorrimos…

 

Das vezes que ficámos horas a falar sobre nada…

Das vezes que ficámos horas a falar sobre tudo…

Das vezes em que brincámos inocentemente como crianças a descobrir a vida…

Das vezes em que descobrimos a vida nos olhares uns dos outros…

Das vezes em que nos abraçámos momentos sem fim, com medos de nos perdemos…

Das vezes em que nos zangámos com violência e até fúria, que berrámos, gritámos, fizemos valer a nossa opinião… e que no fim ficámos abraçados, a beber umas cervejas e a rir, de tão parvos que somos…

Das vezes que fomos parvos…

Das vezes que fomos prémios Nobel – e expusemos as teorias mais fantásticas que podem existir – e eles ouviram, corroboraram e aplaudiram…

Das vezes que caímos e eles nos seguraram… Muitas vezes com aquele abraço que nunca esquecemos…

Das vezes que limparam as lágrimas – que como agora – que correm nas nossas faces, quer de alegria, quer de tristeza – mas com a certeza de que vai ficar tudo bem…

Das vezes que nós sabemos que vai mesmo ficar tudo bem…

Das vezes em que somos felizes – que somos nós…

 e

 

Das vezes em que nos fazem escrever assim….

Posted by Ritocas at 16:43:36 | Permalink | Comments (1) »

All things came to an end!

Thinking of writing a post about something, I stare at my self writing a post in English.

No that words in Portuguese make no sense anymore, but y can only express my feelings, in this moment, without this strange language, that sometimes sounds so good.

Why? Because I heard a music that as this title!!!

And this it’s the way that I’m feeling now!

Why all things came to an end?

 And why, and most important, when?

When is the time that we realise that all thins have a End?

I believe never… we don’t’ wont to look in the other’s yes and see nothing

It’s the most strange and frightening thin of all! Why are we so afraid of the end – it’s the same that saying death?

It’s so endemic the fear that we transport ii in all moments of ones life?

And where is that moment when we say – I’m not afraid anymore?

 I it takes him - the moment - so long to be here?

I don’t want to wait that long!!!

 Rita

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Friday, December 8, 2006

não há nada como chegar a casa e ter pão com tulicreme de avelãs e leite com ovomaltine…
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Thursday, December 7, 2006

Caminho

Meu caminho é um sonho pequenino

Que outro alguém me deu a entender

Como sendo a coisa mais pequenina

Capaz de encher meu coração

(…)

E esse alguém mostrou que esse caminho

É aquilo que mais belo

Eu sou e tenho

Ladeado de um amor desconhecido

Que me afaga que me aquece

Que ensina com andar

(…)

Com quatro letrinhas apenas

Se escreve a palavra AMOR”

(…)

Agora eu sei que esse Amor

Que renasce, que cresce

É VIDA que corre em Mim”

É pôr-do-sol que deleita meus olhos cansados

É o AMOR que TU me dás (…)”


 

O “Caminho da Felicidade” é um livro dos scouts que eu li há já algum tempo…

Relata a felicidade que podemos encontrar com a nossa espiritualidade…

 

Mas esse não é o sentido deste post

 

É o título é que enquadra o meu sentimento:

 

QUAL É O CAMINHO DA FELICIDADE?

 

O caminho de amar e ser amado, o caminho do calor e do frio, o caminho do quente e do frio, o caminho dos sentimentos…

Será que temos medo de sentir… Seremos apenas egoístas, ou até cobardes…

 

Quero sentir… eu quero ser FELIZ – sem cobardia para tomar as decisões necessárias e sem cobardia de dizer a TODOS que AMO que os AMO – a todos os que fazem o caminho comigo…

 

Mas dizer aos que já não fazem o caminho comigo –  que já não vos quero aqui, que me deixem seguir – é ser cobarde… É ter  MEDO…

 

Um medo tal, que se calhar  impede de fazer o meu caminho

 

QUE ATÉ É UM SONHO PEQUENINO QUE OUTRO ALGUÉM ME DEU A ENTENDER…

 

Obrigado, “outro alguém” – ajuda e apoia, para não ter medo…

 

Rita

Posted by Ritocas at 15:55:58 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, December 5, 2006

“Pop up’s”

Por vez o pensamento voa mais alto que uma águia, mas existe um pensamento recorrente que surge, tipo fisga, de vez em quando, na minha cabeça…

Existem pessoas, que entram e saem da minha vida, que, por mais breve que seja a sua passagem, me marcam indubitavelmente.

APARECEM E DESAPARECEM….

E durante essa passagem transmitem-me uma felicidade, uma alegria, um Amor tão grande…

Este acontecimento na minha vida é recorrente. Devo ter um imen que atrai bons sentimentos, boas pessoas, ou para meu ego inchar ainda mais, o AMOR… Desinteressado…

Talvez seja pelo facto de ser escuteira e de em cada acampamento e/ou actividade conhecer pessoas novas, novas realidades e novos sentimentos…

Mas deparei-me com este acontecimento a ser recorrente fora dos escuteiros…. É alguém na mesa de um café – um amigo de um amigo, ou até alguém na mesa de um bar de uma faculdade – mais uma vez o amigo do amigo…

E com todas essas pessoas crio uma empatia imensa, daquela de ficar a falar até às quatro da manhã, no meio de uma área protegida e com o tempo mais ou menos agreste – obrigado A.

Essas pessoas são para mim, pessoas “pop up’s” entram e saem – à mesma velocidade, mas ficam sempre, e acreditem que comigo, ficam sempre no meu pensamento….

Consigo-me recordar praticamente todos os “pop up’s” que entraram na minha vida. Posso não me lembrar do nome de todos, mas lembro-me do seu olhar… o olhar de facto é aquilo que mais me marca numa pessoa, mesmo que ele tenha só uma breve passagem na minha vida.

E o mais giro é que com todos eles aprendi alguma coisa… nem que seja a voltar a sorrir a recuperar aquilo que tanto me custa…

É que com os “pop up’s”, posso fazer piadas parvas, ser mal-educada, falar torto, falar meigo, ser cabra, mas também carinhosa, enfim, posso partilhar a alma sem esperar retorno… Posso ser genuína, pois, provavelmente, pouco mais falarei com eles…

Porque os “pop up’s” são efémeros…

Mas também existem os “pop up’s” que se tornam semi permanentes… (piada – esses passam a “post it’s”), porque se tornam lembranças…. Lembram-me, quando olho para a sua textura amarela (piada), isto é, para a sua alma, para os seus olhos, que posso ser sempre assim – genuína…


 

E são eles que me vão tornando UMA PESSOA MELHOR…

 

Obrigado a todos “pop up’s” e “post it’s”

 

Obrigado

 

Rita

Posted by Ritocas at 22:26:35 | Permalink | Comments (3)