Friday, February 29, 2008

o dia extra

hoje o dia é extra!!!

por incrível que pareça, este dia só acontece de quatro em quatro anos…
e tem de ser um dia festejado e comemorado sempre… com pompa e circunstância, com mais e mais alcool, porque só daqui a quatro anos é o que vamos voltar a comemorar..
mas noto que passa um pouco ao lado de todos… este dia releva-se igual a todos os outros…
mas não pode ser…
feliz dia 29 - o dia extra…
;-)
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Thursday, February 28, 2008

Viagem à loucura de um nascer do sol…


Um arrepio frio percorre a minha pele… abro os olhos e a noite escura enche o espaço vazio do meu quarto… 
enfio-me debaixo dos lençóis e fico assim, inerte!!!Olho para o relógio… 
5:15 da manha e já estou acordada…Bolas - almofada, não me devias ter acordado já!!! 
Deixa-me dormir mais um pouco, deixa-me aninhar neste quentinho dos meus lençóis!!!!  
E fico assim, como todas as manhas, à espera que o tempo passe para ver o dia nascer de novo… 
e o telefone toca.. toca a levantar,rumo à loucura de um nascer do sol diferente… 
Num ápice, banho tomado, cabelo seco e chego à rua ainda o breu cobre tudo…  
Rumo a nascente… vou de encontro a ele… o luar reflecte o escuro frio e sombrio… 
mais um arrepio de frio, este que não acalma os sentidos e invade tudo… 
aventura fugaz, espontânea, à beira do precipício… E agora, vejo a claridade a aparecer… 
o café quente e o calor do cigarro devolve-me a energia que estou a perder… por momentos, 
o breu da noite intensifica-se, como se não quisesse fugir para dar lugar à claridade… 
mas eleva-se de mansinho, primeiro em tons amarelos e azuis, depois num radiante rosa fogo… 
olho pela janela… o nevoeiro encobre a terra e o sol começa a espreitar por cima dele, 
a pedir por favor para aclarar o dia e encher tudo e energia e luz… 
E enche tudo, com força e calor que enche mais o uma vez o dia de palavras… 
E a estrada à minha frente não me deixa mentir… 
o dia vai começar… 
por muitos e muitos quilómetros…

sei que as palavras não valem tanto como imagens…
as estas palavras são a imagem de uma “viagem à loucura de um nascer do sol”      

ao R. ;-)    
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Thursday, February 21, 2008

primeiro dia

Foi há um ano…

O primeiro dia do resto da minha vida…

E tantas coisas aconteceram num só ano… tantos sentimentos, emoções, estradas, mares… 
lágrimas, risos… tantas camas e lençóis (e almofadas, porque não!), tantos chãos frios e pedras duras… 
tantos amigos novos e velhos… e velhos que se fizeram novos e novos que se fizeram velhos… 
tantos copos esvaziados e tantas jarras cheias… tanto sol a queimar na pele e tanta chuva a cair sobre tudo… 
e… tantasmetáforas repetidas….

 Mas a vida é assim, repete-se assim, vive-se assim… 
E começou no primeiro dia do resto da minha vida… 
Literalmente…          

Sergio Godinho - Primeiro Dia
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Saturday, February 16, 2008

4:15h…

PS: Ela tinha razão…


Posted by Ritocas at 04:15:22 | Permalink | No Comments »

   São 3:29 da madrugada de sábado…

O dia não foi nada de especial… começou mal, continuou mal e acabou menos, mas também, mal…

Mas hoje, às já 3:30 tive uma pequena coisa…. aodirigir-me para o asteróide, numa noite que tentei não pensar em nada, frustradacom tudo, com os pés a matarem-me dos saltos tão altos que resolvi calçar,estaciono o Bolinhas em frente ao asteróide… a ouvir, o Forever, música que encheu a minha vida outra vez da esperança que carrega nela…. 
levanto os olhos e… a pequena coisa… a lua gigantesca e amarela a olhar paramim… 
não que ela esteja cheia e redonda, mas num crescendo que sei que vai ser maior… como se de um sorriso a dizer: chegas-te a casa… ao teu espaço, ao teu asteróide… Goza o quente da tua cama, o conforto da tua almofada, o abraço dos teus lençóis… este é o teu lugar… sóteu, o teu porto de abrigo (neste momento volto ao Forever)…
O meu espaço… sempre… num lugar onde o meu Forever é mesmo para sempre, nunca  desperdiçado,  num local, num espaço em que tudo é eterno… o meu eterno… o meu para sempre…
E estou, ridiculamente, sentada no Bolinhas a escrever noMac… 
e pelas maravilhas da tecnologia, tenho net, mesmo na rua… (Forever mais uma vez)…
 puxei o banco para trás, e num acto de preguiça pura, olho pelo vidro - com o frio a arrepiar-me a pele - para ela, a lua… que me diz: - Boa noite!
ter uma recepção assim fez o meu dia… este momento é mesmo Forever… sem querer mais nada de mim…
3:44 - vou fazer o que ela me manda
Posted by Ritocas at 03:47:19 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, February 7, 2008

A bela arte de descarregar a fúria num iogurte do MacDonald’s


A pedido (da Nina)

Eu não gosto de iogurtes… nunca gostei, mas por obrigação e porque fazem bem, obrigo-me

 quase diariamente a ingeri-los (sim, porque comer não os como…)

Por isso, quando me dirijo para comer, degustar e saborear, a comida de plástico que adoro, 

castigo-me com uma daqueles espécimes de leite estragado com bactérias que os entendidos dizem fazer

 muito bem ao meu corpo.

Mas hoje, descobri outro significado e utilidade para aquela nhanha branca com frutos que dizem do bosque 

– serve para descarregar a fúria ou fúrias que sentimos no momento…

Comprimindo vigorosamente  a colher ranhosa de plástico que vem com o recipiente não menos ranhoso,

 mistura-se os ditos frutos de cor vermelha com a nhanha branca, descarrega-se as frustrações, 

misturando a parte adocicada dos frutos, saborosos, macios aveludados, com a agressividade e azedo do dito iogurte…

Que bela analogia e imagem mental que se projecta da mente a ler estas linhas…

Mas agora pensem que, se algo tão simples e pouco (?) consegue adocicar a maioria do recipiente, 

como é que isto se contrapõe para anossa realidade…

De facto, pequenas coisas doces na vida, fazem adocicar as mais amargas, que embora sendo a maioria,

 depressa se diluem em tons avermelhados e quentes…

As coisas pequenas,  podem ser poucas, mas são elas que fazem as grandes…doces…

(Como a Nina, a comer um hambúrguer comigo… obrigado)

Por isso, que venham os iogurtes…

;-)


 

Posted by Ritocas at 23:49:24 | Permalink | No Comments »




FELIZ ANO DO RATO
Posted by Ritocas at 23:29:15 | Permalink | No Comments »

Hoje:


Forever


Not talkin’ ’bout a year

no not three or four

I don’t want that kind of forever

in my life anymore

forever always seems

to be around when it begins

but forever never seems

to be around when it ends

so give me your forever

please your forever

not a day less will do

from you

People spend so much time

every single day

runnin’ ’round all over town

givin’ their forever away

but no not me

I won’t let my forever roam

and now I hope I can find

my forever a home

so give me your forever

please your forever

not a day less will do

from you

Like a handless clock with numbers

an infinite of time

no not the forever found

only in the mind

forever always seems

to be around when things begin

but forever never seems

to be around when things end

so give me your forever

please your forever

not a day less will do

from you



Ben Harper



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Monday, February 4, 2008

O som da chuva sobre tudo…


Estou a fechar os  olhos…

Lentamente,vagarosamente e prazeirosamente, só agora me apercebo de como, ó Deus, tenho sono…

Mas apetece-me partilhar a pequena coisa que hoje contribui para que o meu dia fosse… bom!

O som da chuva sobre tudo…

A chuva cai… às vezes forte, outras vezes de mansinho… com violência, com fúria, mas com carinho, 

como um mimo fofo na face de alguém de quem se  gosta…

Aconchego-me mais um pouco… o calor e conforto desta cama fazem-me sentir bem…

E a chuva cai, limpando tudo… o que passou e até o que passará, correrá pelas vielas fora e dissipar-se-á…

A chuva a cair é um dos sons que fazem parte do meu repertório de “sons que são coisas pequenas” 

– simplesmenteme deixa com a sensação de que nada pode correr mal, tudo vai ficar bem, 

que a chuva vai acalmar os fogos mais intensos, lavar as feridas mais abertas e levar tudo,

 levar tudo com água, até que se transforme em total e completa pureza, na imensidão do azul do mar…

Mas nem sempre o som da chuva a cair é sinónimo de coisa pequena… depende do momento… 

aliás, o momento é tudo… o momento de atender o telefone, o momento de acender um cigarro… 

o momento do sol a nascer… o momento da viagem de carro… momento de um olhar… 

o momento das palavras… o momento de fechar os olhos… o momento de puxar os lençóis da cama… 

o momento do não… e o momento do sim!

O momento é tudo… e este é omomento de me aconchegar mais um pouco, aninhar-me e ouvir….

 o som da chuva sobre tudo…

Viseu, 3 de Fevereiro de 2008

 


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