Monday, March 17, 2008



Os amigos são como os dedos e os romances como os anéis: 

                vão-se o anéis e ficam os dedos!

por Rita Barros



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Wednesday, March 12, 2008

Vazio de ausência

A palavra saudade é linda… linda de ler, de escrever e principalmente de se ouvir… 

é tão bom ouvir: tenho saudades tuas…

 
O povo português é o único, na sua língua, a possuir uma palavra que tenta
 transmitir este pensamento - um sentimento de ausência e a falta ou vazio de algo….
 a palavra saudade é isso, a falta que algo que temos, tivemos ou teremos…
 
A palavra saudade, para o português é isso: (como dizia o Nando num post num dia destes)
 temos saudade de tudo e de todos, de quem estivemos à 5 minutos a traz ou 
à dias e km de distancia…
 
A questão que no fundo coloco (como se não fosse habitual colocar questões 
que não lembram a ninguém, nem ao Menino Jesus!!!!!) 
- quando se fala de ausência, de estar longe de tudo, fisicamente –como é esse 
sentimento é sentido e até que ponto nós, geração do séc. XXI o sentimos!!!!!!
 
Estranho? Talvez, mas vejamos - com as novas tecnologias, 
cada vez que sentimos saudades, ausência, vazio, podemos “camuflar” 
esse sentimento com um penso rápido, que não faz parar a dor, 
mas faz estancar o sangue – podemos pegar num telefone, 
num teclado de computador e rapidamente estarmos em contacto 
com o que nos faz falta, com a “marca” que imprimiu o vazio 
- e fazer com que a ausência se esbata, se esfume e deixe 
– mesmo temporariamente – de doer…
 
Quando temos saudades de alguém, mesmo que essa pessoa esteja 
na Suíça, no Kosovo ou em Angola, basta ligar o computador e falar com ela… 
aliás, quando estamos longe de uma pessoa fisicamente, somos capazes de 
falar com ela  com mais regularidade – estar mais próximo… 
e até parece que a saudade aumenta proporcionalmente com a distancia, 
conjuntamente com a  incerteza que a podemos ver quando quisermos… 
ou quando sentimos falta, ou quendo está ausente…
 
Mas saberemos de facto o que é sentir falta, o que é sentir saudade??? Saberemos o que é a ausência se alguém, o vazio que provoca porque
 essa pessoa está ao alcance, distancia de um clic, de uma chamada de um telefone,
 de um telemóvel - que por acaso até anda num bolso…
 
Sentiremos de facto saudades reais??? Ou só sentimos saudades quando 
alguém desaparece de vez, morre e aí não se tem como falar com ela, 
ouvir a sua voz, o seu riso?… será que é por isso que cada vez á mais 
difícil lidar com a morte??? Porque não sentimos a ausência
 - ou na realidade saudades - durante toda a nossa vida???
 
Hoje somos habituados a não viver com a ausência… Não sabemos lidar
 com o vazio, não sabemos lidar com a dor de não estar com alguém…
 
Porque nunca o tivemos de fazer…
 
Tal como a frustração que as crianças reizinho não conseguem suportar,
 a ausência é algo com que o ser humano não se habitua a viver….  
ou se desabituou, sei lá….
 
O avanço das tecnologias foi, assim, uma maneira de acabar com o sentimento 
que só o português consegue 
apelidar de saudade… os telemóveis, a internet, o telefone, fax, video-chamada só evoluiu para que cada pessoa não sentisse saudade de alguma 
coisa, espaço, pessoa , lugar, som… Para que cada pessoa nunca tivesse de 
sentir a dor da ausência…
 
E essa dói – num doer de moer devagarinho ou até um doer bom, que enche o espírito….
 
E – qual é o limite para “matar” a saudade… o que mais é possível fazer para 
que a dor que moí devagarinho, que podemos estancar quando for demasiada 
– ou até pouquita?
 
Haverá o dia em que os cheiros e sabores também serão transmitidos pela tecnologia? Haverá o dia em que a falta do cheiro da casa dos meus pais, o cheiro do mar, o sentir 
um carinho da face da pessoa que gostamos, daquele beijos mais carnudos, 
será suprimida por uma qualquer maquinaria electrónica que dirá ao meu cérebro que eles estão ali, 
que entro pela casa a dentro  e cheira a alecrim, sinto o macio da pele bem cuidada, 
ou o quente de uma lábios ardentes????
 
Confesso que gosto de fechar os olhos e de pensar, imaginar esses momentos bons, 
de fazer com que o meu cérebro – por ordem e comando meu – imagine e eu consiga 
sentir no meu corpo o quente das brasas de uma fogueira ou o arrepiar de um mergulho
 no dia ao final de uma tarde de Outono.
 
Perde-se-á, aqui – graças à tecnologia - a capacidade de imaginar…
 imaginar se está bem, se tem o cabelo comprido, se curto, se comeu maças, ou bananas,
 qualquer fruta em geral…. a capacidade de imaginar o cheiro da sopa quentinha das tias 
ou de uma rosa a desabrochar no jardim… ou o cheiro do jasmim em flor 
ou até da relva cortadinha de fresco… as saudades destas coisas pequenas, 
fazem a imaginação disparar…
 
Quando eu puder sentir – via telefone – o cheiro da sopa das tias, 
deixarei de sentir saudades, não terei mais ausência 
mas também… 
deixarei de imaginar…
 
E eu não quero isso!!!!

Quero sentir Vazio de Ausência…


Posted by Ritocas at 12:11:25 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, March 4, 2008

à 4ª foi de vez

Sei que as perdas não se devem comemorar, mas hoje tenho aqui de fazer o elogio fúnebre à “maquina de guerra” que me acompanhou por tantas aventuras…
não sou, na maioria das vezes, uma pessoa materialista, mas tenho uma certa tendência a apegar-me às cenas que me fazem ou fizerem sentir feliz… 
E na “máquina de guerra”, eu fui muito feliz…
Lembro-me das vezes em que conduzi-mos até ao pôr-do-sol… quando fiquei sentada com a Carol na ombreira da casa, à espera que ele voltasse… lembro-me dos problemas para pegar quando estava frio… lembro-me do volante cortado a navalha da primeira vez que o levaram… lembro-me da cabeça de fora do tejadilho quando o Sporting foi campeão… e quando ganhou a taça… e quando foi o euro, sempre com o cachecol e a bandeira na parte de trás…
lembro-me da mala cheia de cordas e tendas e mochilas… lembro-me da lama até meio das portas… lembro-me dele a descer à Drave… lembro-me das tardes a limpar e polir todos plásticos…. lembro-me do pó das impressões digitais - o branco e o vermelho… lembro-me das idas à polícia… lembro-me das idas ao hospital… lembro-me do furo do meu cigarro no banco do passageiro… lembro-me dos mimos e dos carinhos… lembro-me das férias no Alentejo… das idas a Coimbra…
e das lágrimas que lá, como agora, derramei…
à 4ª foi de vez - roubado e estampado… 
para ser abatido!!!!
Saudade é uma palavra que eu tento não escrever… mas eu agora tenho saudades… dele… da minha “máquina de guerra”…
Adeus Honda!!!
94-18-BM
Posted by Ritocas at 22:04:59 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, March 1, 2008

MacNina

hoje é um dia especial… 

a MacNina faz aninhos…
e como precisas de miminhos também, aqui vai:

MUITOS PARABÉNS

a menina dança??? lol
Posted by Ritocas at 11:04:32 | Permalink | Comments (2)