Wednesday, May 28, 2008

Tenho escríto à algum tempo no meu msn, duas frases que eu agora considero definidoras dos meus pensamentos:  “para mim um balanço é mesmo balançar, balançar até dar balanço e sair” & “o tempo que não foi tempo não passou” …
e agora é o que sinto, que não passou. que não está a passar, que ficou emperrado o encravado em alguma coisa… as horas custam a passar, os dias estão cada vez mais longos, e o exceso de horas de trabalho e a falta de horas na cama transforma-se neste void de tempo… parece que estagnou, parou, ficou inerte… se bem ou mau, não sei… sinto que está tudo parado… à espera que o céu desabe nas nossas cabeças… ou o contrário - que o céu se abra deslumbrante sobre nós…

É ISSO!!!!

Não é a vida que está parada!

É a chuva que não pára de cair…

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Saturday, May 24, 2008

Volátil e Perene


 

O coração e a alma serão a mesma, mesmíssima, igualzinha coisa??? Eis-me que a escrever mais um texto para aquele que deve ser o livro mais malaico de sempre- me, deparei com este pensamento, que, não sendo um texto melancólico demais - para ser sobre o amor, quente demais - para ser de paixão - verifico racional ao ponto de ser… de blog…

Porque é que o coração bate - e a alma não? E porque é que na alma marca - e no coração não? Embora as perguntas sejam disparatadas, as respostas não são tão aparentes quanto isso… E ponho-me a pensar, qual a diferença entre um e o outro… “estás gravado no meu coração” não tem o mesmo significado que “estás gravado na minha alma” ou melhor “gosto de ti do fundo do coração” não é com certeza o mesmo que “gosto de ti do fundo minha alma” … e ainda pensei noutra, que vou utilizar para explanar o meu raciocínio mais à frente - ” o meu coração bate por ti” vs “a minha alma é tua”… e o que é mais importante, no reino dos sentimentos, o que é que vale mais - o coração ou a alma? 

Ora, aqui é que está a questão!!!

Vejamos, o coração bate, sempre descompassado ao tom de tudo… bate ao tom de uma musica,de uma voz, de uma mensagem,,, bate ao som de um pensamento, de uma alegria…bate sempre, como quer, sem nunca parar… a ele nunca se diz - deixa de bater, deixa de ser desenfreado e correr e correr, e correr… a ele, estamos sempre a alimentar de emoções, de sentidos, de cheiros de cores, de tudo: um café quente, uma camisola de lã, umas brasas (não só humanas), um sorriso, um beijo… - que, pois claro, nos acaba por “encher o coração”… E encher a alma? Quando é que a sensação, a emoção e o sentimento pode ser transportado docoração para a alma? Ou vai da alma para o coração?

Eia a resposta - minha, pessoal e do mais profundo do seu ser (e denotem que não usei a palavra alma): o meu coração é volátil… a minha alma é perene… o meu coração entrega-se, o meu coração é livre como um golfinho na imensidão do oceano, gosta de quem não quero e apaixona-se por quem não escolhi… bate forte a um olhar e treme com um adeus…
A minha alma é minha, quente, cheia, só minha… 
a minha alma só dou a quem quero, só guarda o que mais marcou, só suspira por quem amo… é nela que estáo mais profundo que há em mim… e nestes textos… é ela que fala…
Na balança dos sentimentos: 
antes partir o meu coração que a minha alma… porque dele posso colar os pedaços e dela, há pedaços que nunca, nunca mais posso colar…         

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Wednesday, May 21, 2008

Hoje, a música:

“por mais que a vida nos agarre, assim
nos troque planos sem sequer pedir
sem perguntar a que é que tem direito
sem lhe importar o que nos faz sentir
eu sei que ainda somos imortais
quando nos olhamos tão fundo de frente
se o meu caminho for, por onde vais
encher de luz os meus lugares ausentes

é que eu, quero-te tanto
não saberia não te ter
é que eu, quero-te tanto
é sempre mais do que te sei dizer
mil vezes mais do que te sei dizer

por mais que a vida nos agarre assim
nos dê em troca do que nos roubou
às vezes fogo e mar, loucura e chão
às vezes só a cinza que sobrou
eu sei que ainda somos muito mais
quando nos olhamos tão fundo de frente
se a minha vida for, por onde vais
a encher de luz os meus lugares ausentes

é que eu, quero-te tanto
não saberia não te ter
é que eu, quero-te tanto
é sempre mais do que te sei dizer
mil vezes mais do que te sei dizer
mil vezes mais do que te sei dizer”

em Chão, Mafalda Veiga

e hoje, eis que, como repetidas vezes, esta música na minha cabeça… abri os olhos ainda nascer do dia,quando o chilrear dos pássaros é intenso e quase ensurdecedor… olhe para o azul do céu lá fora, ao frio, que às vezes se tornava num azul cinzento, cheio de luz intensa… olho e ligo, quase mecanicamente o telemóvel… leio o que ele me diz, respondo e aconchego-me no calou da minha cama fofa… ajeito a almofada, e ganho coragem para me levantar e ir ver o nascer do sol… levanto-me com a coragem que preciso de “encher de luz os meus lugares ausentes”… passei a fase da melancolia, cheia à fase da resignação - o ano a acabar, cada vez mais tempo livre para fazer oque me apetece… precisar de preencher o tempo… faço um balanço de balançar, balançar… o que se passou, o que vivi… e não faço planos, não olho o azul do céu com esperança… olho o azul do céu com a certeza que ele irá estar ali, no mesmo lugar, amanha e depois de amanhã e sempre… e não - Bi, podes estar tranqilo e ler este post com um sorriso nos lábios - não choro… já não choro… não porque o sol nasceu, não porque me senti mais uma vez pequenina, como uma pequena estrelinha no centro de uma galáxia imensa… já não choro, porque não choro… porque as lágrimas agora saltam na alma e não nos olhos, e de felicidade e não de dor… a fragilidade faz chorar a alma, mas não os olhos… e aqui a estrelinha, que já falou demais de choro e lágrimas, suor e chão… sente agora a imensidão do universo e fica feliz por estarnele… ou quase… ou talvez não… quem sabe…
bola para a frente - chuta para canto
que é altura de ser grande e maior e sentir a imensidão de ser imortal…

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Thursday, May 1, 2008

Olho para os diferentes azuis do mar e a nostalgia cai sobremim… os dias correm devagar, lentos, em que cada hora e minuto é contado comouma eternidade… ponho mais uma vez Mafalda e ouço “deste este lado é maispuro, é meu, é tão maior”…  e émesmo… estou cheia de pensamentos – o tempo é tanto que acabo por até pensardemais – sobre a pureza do mar e os seus azuis, que vão variando conforme asprofundezas das areias… e o azul mistura-se com o branco da neblina ou com aluz amarela e quente do sol… cria a harmonia perfeita que só se encontra nanatureza e quando, claro,  procuramos por ela…

Mas o vento, esse malandro, vem – só algumas vezes –estragar essa perfeição… e então fico ali, a tremer de frio com sentimentos menosbons, comparando, questionando, reflectindo, que o vento é pensamentos esentimentos que não deixam que a minha harmonia seja perfeita…

A distancia trás consigo a vontade de estar, cada vez mais,onde me sinto bem.. a distancia pede-me a minha rotina de volta, as minhastardes na cama, os copos com os amigos, as noites a olhar para a minha cidade,para a minha cidade a respirar de vida e de pessoas… mas não… a minharotina destes dias, pede-me descanso, a companhia do meu fiel amigo – o Mac – olivro desconcertante sobre um hotel e uma prostituta malaicos no Japão e olharo mar… olhar tempos infinitos o mar… e os seus azuis… e pede-me quepense… que pense muito… e que não sinta… porque o azul do mar pede-me queo vento não venha e que não traga qualquer tipo de sentimentos, que eu estejaabsorta e fria e que só pense… sem sentir… sem sonhar… sem imaginar… sópense… que pense muito…

E que – de modo algum – quebre a harmonia perfeita depensamentos entre os diferentes azuis do mar e o céus bem juntinho dele, bemperto dele… o céu nele…

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