Quem fala mal de ti, ou é ciúme ou inveja:
Quem fala mal de ti, ou é ciúme ou inveja:
Mais um dia que passou, em que se dançou e… foi… fixe, diverti-me super e
comi - graças a uma luzinha lá no alto que avisou este pessoal que feijão é comigo -
feijão frade que foi um regalo… - e devo acrescentar - a p*** do colchão é fantástico…
e misturado com Relaxen, do melhor… lol
Realizei os meus primeiros ateliers ontem e foi… cenas, coisas (há procura de palavras
para descrever…)… primeiro a Sardana, aquela dança fixe que se faz na Catalunha e
que eu tive o prazer que assistir em plena praça da Catedral numa tarde de Sábado fantástica…

Sardana em Barcelona 2007
Mas o engraçado é que o caramelo que estava a orientar não tinha jeitinho nenhum
para aquilo e tornou-se uma seca para as pessoas que não sabem o que é a Sardana…
fiquei quase até ao fim, aprendi o passo curto e o longo - o que tanto me tinha
impressionado ver no ano passado, pela complexidade e pela maneira rápida como
os Barceloneses dançavam aquilo - mas com aquele caramelo a orientar, acho que não
vou voltar a este…
as africanas estavam muito concorridas - palco cheio, muita energia - certamente que
hoje vou exprimentar, mas ontem, nem um pezinho de salsa - digamos que também não
me apeteceu … curti à noite os concertos no palco grande, mas confesso que o hidromel
estava uma grande m****- voltou-se ao belo do fino e no final na noite, já na tenda,
a bela da bebidinha de soja com sabor a chocolate, que foi um mimo…
Agora falta falar dos três quintos….
A dança liberta… já se sabe, já escrevi muitas vezes sobre o assunto, sobre o fabuloso
poder da dança e toda a magia e libertação de endomorfinas que provoca… até as pessoas
mais tímidas e entrovertidas, quando o sangue começa a pulsar nas veias à batida de um
batuque ou outra qualquer percursão, de maneira quase involuntária, mexem e remexem
os seus frágeis corpos, ondulando para cá e para lá, mesmo que por milímetros quase milimétricos…
- comprovado ontem…
desde a antiguidade e até antes, bem antes disso, na pré história, a dança teve sempre
carácter inebriante, festivo catalizador de paixões e ansejos - sinomimo de vivencia e fruição
do ser-se vivo e livre e tudo o mais… mas associado á dança, estao associadas muita vezes -
senão na totalidade - o consumo de substancias mais ou menos inebriantes, libertadoras e
até psicotrópicas… não falo exclusivamente de pedra ou linhas - ou do caramelo que andavam
com uma tijela e um grande cartaz no recinto a vender “space cakes”- mas especifico o alcool,
libertando os sentidos e diminuindo os reflexos, cria uma sensação de liberdade e excitação
curiosa… de sentir mas de ontem, observar…
ontem senti que num festival como este o alcool é necessário, quase essencial, quando o
cansasso de varios dias se acumula nas pernas e costas… mas, não gostei daqueles que utilizam
o alcool exclusivamente para se libertarem e não para dançarem, tornando as suas figuras
quase patéticas encostadasa um balcão , que tanto podia ser aqui como na Conchincina…
achei deprimente - mais que o meus cabelo que resolveu andar super down por estes dias…
…
os rituais são exactamente assim, rituais… e as pielas são assim, exactamente assim…
em todo o lado…
e isso foi o que ontem - e digamos que os roncos que ouço, hoje - o que mais me impressionou…