Thursday, August 21, 2008
Thursday, August 7, 2008
Andanças 2008 - 2 e três quintos
Mais um dia que passou, em que se dançou e… foi… fixe, diverti-me super e
comi - graças a uma luzinha lá no alto que avisou este pessoal que feijão é comigo -
feijão frade que foi um regalo… - e devo acrescentar - a p*** do colchão é fantástico…
e misturado com Relaxen, do melhor… lol
Realizei os meus primeiros ateliers ontem e foi… cenas, coisas (há procura de palavras
para descrever…)… primeiro a Sardana, aquela dança fixe que se faz na Catalunha e
que eu tive o prazer que assistir em plena praça da Catedral numa tarde de Sábado fantástica…

Sardana em Barcelona 2007
Mas o engraçado é que o caramelo que estava a orientar não tinha jeitinho nenhum
para aquilo e tornou-se uma seca para as pessoas que não sabem o que é a Sardana…
fiquei quase até ao fim, aprendi o passo curto e o longo - o que tanto me tinha
impressionado ver no ano passado, pela complexidade e pela maneira rápida como
os Barceloneses dançavam aquilo - mas com aquele caramelo a orientar, acho que não
vou voltar a este…
as africanas estavam muito concorridas - palco cheio, muita energia - certamente que
hoje vou exprimentar, mas ontem, nem um pezinho de salsa - digamos que também não
me apeteceu … curti à noite os concertos no palco grande, mas confesso que o hidromel
estava uma grande m****- voltou-se ao belo do fino e no final na noite, já na tenda,
a bela da bebidinha de soja com sabor a chocolate, que foi um mimo…
Agora falta falar dos três quintos….
A dança liberta… já se sabe, já escrevi muitas vezes sobre o assunto, sobre o fabuloso
poder da dança e toda a magia e libertação de endomorfinas que provoca… até as pessoas
mais tímidas e entrovertidas, quando o sangue começa a pulsar nas veias à batida de um
batuque ou outra qualquer percursão, de maneira quase involuntária, mexem e remexem
os seus frágeis corpos, ondulando para cá e para lá, mesmo que por milímetros quase milimétricos…
- comprovado ontem…
desde a antiguidade e até antes, bem antes disso, na pré história, a dança teve sempre
carácter inebriante, festivo catalizador de paixões e ansejos - sinomimo de vivencia e fruição
do ser-se vivo e livre e tudo o mais… mas associado á dança, estao associadas muita vezes -
senão na totalidade - o consumo de substancias mais ou menos inebriantes, libertadoras e
até psicotrópicas… não falo exclusivamente de pedra ou linhas - ou do caramelo que andavam
com uma tijela e um grande cartaz no recinto a vender “space cakes”- mas especifico o alcool,
libertando os sentidos e diminuindo os reflexos, cria uma sensação de liberdade e excitação
curiosa… de sentir mas de ontem, observar…
ontem senti que num festival como este o alcool é necessário, quase essencial, quando o
cansasso de varios dias se acumula nas pernas e costas… mas, não gostei daqueles que utilizam
o alcool exclusivamente para se libertarem e não para dançarem, tornando as suas figuras
quase patéticas encostadasa um balcão , que tanto podia ser aqui como na Conchincina…
achei deprimente - mais que o meus cabelo que resolveu andar super down por estes dias…
…
os rituais são exactamente assim, rituais… e as pielas são assim, exactamente assim…
em todo o lado…
e isso foi o que ontem - e digamos que os roncos que ouço, hoje - o que mais me impressionou…
Tuesday, August 5, 2008
Andanças 2008 - I
tentarei vir aqui o mais frequente possível, escrever sobr a multiplicidade
de cores texturas e sons que ouço vejo e sinto neste espaço que se transforma em fantástico…
todos os dias eu vejo estas paisagens, percorro estes corredores, entro nestas salas…
um hábito, um trabalho - mas nunca como agora… Carvalhais tornou-se numa
salada de fruta bem coloridade pessoas e gentes, de hábitos e costumes especiais…
a cor é fantástica… as cores são fantásticas - mais do qe os sons ou os passos de
dança, é o que de facto mais me tem impressionado…
Os bailes, uma animação e uma grande mistura - pessoas que nunca se
viram a dançarem com os corpos bem coladinhos em danças sensuais -
ou pessoas que sempre se conheceram a pulares e a mexerem-se
descompassadamente como se fossem os únicos seres prsentes naquele universo…
e se calhar até o eram…
Até o pó que enfumava todo o recinto contribuía paraa atmosfera do fantástico…
e agora - um cigarro, dos meus, dos fininhos que daqui a pouco…. vou dançar e
dançar até (quase) cair…
R.
Wednesday, July 30, 2008
O que gosto de fazer - Parte II
Wednesday, July 23, 2008
As horas
Ter horas marcadas para tudo é algo que nos dias de hoje nos habituámos a fazer e a ter como garantido no nosso dia a dia sem ter de muitas vezes de olhar para o relógio para saber se são quatro e um quatro ou seis e meia…
Habituámos o nosso corpo às horas o sol, às horas em que nos levantamos e quase mecanicamente reagimos às diferentes posições da luz solar…
Em tempo de férias, tudo se altera… Sem horas para levantar ou deitar, sem horas para almoçar ou lanchar, sem horas para praticamente nada…
É neste tempo que queremos estar horas a fio sem fazer nada, na cama ou no sofá ou então a fazer coisas muito mais interessantes nestes locais… é o tempo da preguiça, da moleza, do ver as notícias de vez em quando e quase desaparecer para o mundo…
É o tempo de dizer, com a voz melada : “só mais meia hora, só mais cinco minutos, só mais um bocadinho… fica comigo… agora não te deixo ir… não vais… não quero que vás… só mais uma mão cheia de minutos… por favor…”
E nas férias é altura para ouvir… “Está bem!… Eu fico!…”
R.
Saturday, July 19, 2008
Wednesday, July 2, 2008
Quer dizer o quê?
“-(…) ”Cativar” quer dizer o quê?
-É uma coisa de que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer … “criar laços”…
-Criar laços?
-Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho
perfeitamente igual a cem mil
outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu
não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares,
passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo
a ser única no mundo para ti…
(…)
Mas voltou a insistir na mesma ideia:
-Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu caço galinhas e os homens caçam-me a mim. As galinhas são todas parecidas umas com as outras e os homens são parecidos uns
com os outros. Por isso, às vezes, aborreço-me muito. mas, se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos
diferentes de todos os passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus
hão-de chamar- me para fora da toca, como uma música. E depois, repara! Estás a ver aqueles
campos de trigo ali adiante? Eu não gosto de pão e, por isso, o trigo não me serve para nada.
Os campos de trigo não me fazem lembrar nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são
da cor do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo é dourado
e há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do som do vento a bater no trigo…
A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
-Se fazes favor… Cativa-me! - acabou finalmente por pedir.”
em O Principezinho
Antoine de Saint-Exupéry
Thursday, June 26, 2008
| SE FOSSE UM JOGADOR DE FUTEBOL DOS ANOS 80, COM BIGODE, QUAL SERIA? | |
Você é o António Oliveira: |
|
Saturday, June 21, 2008
Por incrível que pareça, não tenho rede nas escadas de minha casa… no local que quero cada vez mais meu, onde me apaixono vezes sem conta por esta cidade linda, não me consigo ligar ao mundo… talvez por este mundo ser só meu, ser só o meu recanto, o lugar em que gosto mais de estar…já partilhei este lugar com duas pessoas… por motivos diferentes, com historias totalmente opostas, deambularam por estas escadas ao toque de algum álcool e de muita entrega, nem que fosse causa da carga etílica constante… destas estadas já eu falei muito, mais do que uma vez, do que sinto e das sensações boas e quentes que me trazem… estas escadas são só minhas, assim à noitinha ou num nascer do sol que vejo constantemente…. olho para a minha cidade, cidade de amores e amantes, tal como estas escadas…. cidade de luzes e cores, mas também de lugares sombrios e soturnos… tal como estas escadas… fecho os olhos e ouço os sons: ao longe um cão a ladrar para lua imensa – cheia – que paira no alto… um grupo de putos passa na avenida lá em baixo a rir – sim, esses ébrios de juventude e felicidade, sem preocupações – só a curtir… talvez só uma curte… a música que pairava ao longe cessou por instantes… só os carros a passar, vagarosamente ao fundo me trazem a noção que a cidade fervilha de sangue… ouço a água… a correr… ininterrupta… e deleito-me a sentir em todo o meu corpo exposto aos elementos, o seu frio, o seu aconchego… bebo mais um golo de vinho.. quente… e relembro os dois copos que acabei de partir… que fui comprar especialmente para beber este vinho… para beber-mos especialmente este vinho… o primeiro deixei cair ainda no saco e o outro… a retirar os vestígios da água na qual o passei, partiu-se nas minhas mãos… um sinal… dois sinais… que hoje tenho de estar aqui, nas minhas escadas, e que os olhos verdes afinal são só os meus… dois… no centro da minha face que está endurecida de raiva e calor… porque o vinho aquece… busco o copo de sempre, daquele tipo que só tenho um, o meu, porque sempre bebi por ele sozinha… ele é tal qual as minhas escadas… minhas… nas quais eu tenho de estar sozinha e partilhar só com quem merece… os P. Mereceram… os dois… e por isso estas escadas foram nossas… o meu olhar passa agora para o horizonte que não vejo mas sei que está lá, onde as luzinhas cor de laranja deixam de brilhar… conheço de cor cada uma delas, conheço de cor cada fileira de luzes laranja, cada ponto de luzes brancas… conheço de cor o que vejo destas escadas… das minhas escadas… Mais um gole de vinho no copo que é mais meu do que corpos que passaram por estas escadas… e espero… espero que algo se altere… que um telefone toque, que um ruído surja vindo no nada e me acorde desta apatia, desta resignação – sim, porque é de resignação que nestas escadas– hoje – se fala… lembro-me – tirei o som do telemóvel… afinal eu vim escrever e nada mais… que quisesse diferente teria ficado no bar a beber limonciello ou margaritas ou então a Carlsberg de sempre… se eu quisesse de facto estas escadas preenchidas, teria ficado lá e certamente teria um outro“bom dia”… picam os insectos nesta noite.. picam e incomodam, mas não chegam a retirar o meu sangue… é ruim demais, ácido demais, demasiado corrosivo… como eu … demasiado corrosivo e demasiado impróprio… porque nestas escadas tenho de ser só eu, por agora, porque os olhos verdes não eram os meus… ou até eram… passaram foi ao lado… não resisto e pego no telemóvel, só para verificar que continua quieto e mudo, sem nada de novo nele… e olho para as luzes da cidade, da minha cidade, sob a qual escrevo linhas sem conta de amor e paixão, de verdade e de desespero… a minha cidade continua imóvel… imóvel… imóvel… imóvel demais… pergunto-me durante quanto mais tempo vou conseguir estar aqui a escrever.. quanto tempo mais vou demorar a voar destas escadas em queda livre e acabar com esta imobilidade aparente, mas corrosiva como ácido em andamento… pergunto e não sei responder… pergunto-me se devo ou não subir os três degraus para cima, necessários para ter rede… se devo buscar uma manta ou vestir um casaco mais grosso, porque o frio começa a preencher não só a pele como o espírito… continuo a teclar… apetece-me falar com alguém, com alguém que partilhou estas escadas comigo mas resisto à tentação… não, tenho de estar aqui sozinha… afinal só tenho um copo, o de sempre… só um… (pausa para dobrar as pernas e acabar este copo) … e pausa também… para acabar com esta vida e começar outra, a desejar que os olhos verdes sejam meus… como estas escadas… como esta cidade… como esta paz… as minhas escadas… a minha cidade… e os olhos verdes que quero meus…
“Meus lindos olhos” …
…
Friday, June 20, 2008
Olhos verdes…
